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Trio é condenado em SP por golpe com falsos documentos do INSS

A Justiça de Votuporanga (SP) condenou três homens por tentar enganar duas pessoas idosas com envelopes falsos do INSS e da prefeitura e cobrança na maquininha.

A 1ª Vara Criminal de Votuporanga, no interior de São Paulo, condenou três homens por duas tentativas de estelionato contra pessoas idosas de 65 e 86 anos. Segundo o relato publicado pelo Diário de Justiça em 27 de outubro, a sentença foi assinada na segunda-feira (26) pelo juiz Ricardo Palacin Pagliuso. O crime é de 5 de agosto, e cabe recurso.

De acordo com a reportagem, os golpistas levavam envelopes com falsos comprovantes de entrega, com logotipos da prefeitura, do INSS e do Detran-SP. Dentro, havia apenas folhas em branco. Eles diziam estar entregando documentos sobre revisão de aposentadoria e cobravam uma taxa de menos de R$ 5. O detalhe que chama atenção: recusavam dinheiro em espécie e insistiam em receber exclusivamente no cartão.

Como o golpe funcionava

O objetivo da taxa pequena era levar a vítima a passar o cartão e digitar a senha em uma maquininha. Em vez dos poucos reais combinados, os suspeitos tentavam cobrar cerca de R$ 3.000. No caso da vítima de 65 anos, o cartão foi recusado por falta de limite. O filho dela chegou, pediu identificação e impediu que o suspeito fugisse, até a chegada da Polícia Militar.

No caso da vítima de 86 anos, um motociclista apareceu no portão com papéis com timbre da prefeitura. Depois de recusar o pagamento em dinheiro, usou cerca de três maquininhas, alegando problemas de conexão, e tentou uma cobrança de cerca de R$ 3.000 no cartão de um acompanhante. Nenhuma das tentativas foi concluída, e as vítimas não tiveram prejuízo direto.

O que a Justiça decidiu

Os três foram condenados por estelionato mediante fraude eletrônica, na forma tentada. Segundo o texto, o homem que abordava as vítimas pegou 5 anos, 5 meses e 10 dias, em regime fechado. Um segundo réu foi condenado a 5 anos, 7 meses e 25 dias, também em regime fechado, e o terceiro a 4 anos, 10 meses e 3 dias, em regime semiaberto. A associação criminosa foi afastada por falta de prova de vínculo estável e duradouro.

O juiz manteve os réus presos e determinou a destruição das maquininhas e dos documentos falsos. A polícia apreendeu oito maquininhas e os envelopes na moto. Segundo a reportagem, os homens vieram de Diadema, na Grande São Paulo, e foram parados pela polícia rodoviária ao voltar. O responsável pela abordagem confessou em juízo; ele tentou livrar os outros dois, dizendo que só transportaram as motos, mas o juiz não aceitou essa versão. Como a decisão ainda admite recurso, vale lembrar que o resultado pode mudar.

Sinais que se repetem

Entrega de "documento oficial" que exige pagamento, recusa de dinheiro vivo, pressa e maquininha de origem desconhecida. Nenhum órgão público cobra taxa na porta de casa por revisão de benefício.

Por que o golpe da maquininha engana

O golpe se apoia em três fatores. O primeiro é a aparência oficial: logotipos, papel timbrado e um uniforme ou crachá dão a impressão de serviço legítimo. O segundo é o valor baixo, que parece inofensivo e faz a pessoa baixar a guarda. O terceiro é a ação no portão, com pressa e sem tempo de consultar ninguém. Quando a pessoa digita a senha, o estrago só depende do limite do cartão.

A insistência em cartão, e não em dinheiro, é o sinal mais claro. Quem entrega documento de verdade não precisa de maquininha, e uma taxa legítima é paga por boleto ou guia emitidos pelo próprio órgão, em canais que a família pode conferir antes.

O que muda para a sua família

O caso mostra que o perigo também chega pelo portão. Combine em casa uma regra simples: ninguém paga nada na porta, nem "só alguns reais", e qualquer pessoa que apareça com documento em nome do INSS ou da prefeitura deve ser avisada de que a família vai conferir pelos canais oficiais. Fica mais fácil recusar quando a regra foi combinada antes e não depende de a pessoa idosa decidir sob pressão.

Vale também conversar sobre o cartão: manter um limite baixo para compras presenciais, ativar avisos de cada compra no celular e nunca entregar o cartão nem digitar a senha em maquininha que não seja de uma loja conhecida. O guia sobre golpes contra idosos no celular reúne outros sinais, e o texto sobre correspondência e boletos do idoso ajuda a separar o que chega de verdade do que é isca.

Para conferir qualquer assunto de benefício, o caminho é o aplicativo ou o site Meu INSS, digitado pelo próprio usuário, ou a central 135. O passo a passo do Meu INSS mostra como consultar sem depender de terceiros, e o artigo sobre prova de vida explica por que o INSS não manda ninguém cobrar nada em casa.

O que fazer se a abordagem acontecer

  • Não abra o portão por completo e não deixe a pessoa entrar; converse pelo interfone ou pela grade.
  • Não pague taxa na porta, em dinheiro ou no cartão, e não digite senha em maquininha de desconhecido.
  • Peça identificação, anote placa, nome e o que for possível sem se expor, e chame outra pessoa da casa ou um vizinho.
  • Se o cartão foi usado, ligue na hora para o número que está no próprio cartão e peça o bloqueio.
  • Registre boletim de ocorrência e avise a família; em caso de risco imediato, ligue para a polícia (190).

Quem sofreu golpe e precisa de orientação sobre direitos e denúncia encontra o caminho no guia de como denunciar e onde pedir ajuda.

Contexto: mais um caso entre vários

A condenação de Votuporanga se soma a outros casos recentes noticiados pelo site, como o grupo investigado no Rio por usar a marca de um banco e o golpe do falso curso de celular. Os cenários mudam, do portão ao celular, mas o método é o mesmo: aparência oficial, pressa e acesso ao cartão ou ao aparelho da vítima.

O que observar a seguir

A sentença ainda pode ser contestada em recurso, e os detalhes do processo continuarão sendo definidos pela Justiça. Enquanto isso, o que está ao alcance de cada casa é a prevenção: uma regra clara para o portão, um limite baixo no cartão e o hábito de conferir qualquer documento oficial pelos canais do próprio órgão. Esta matéria resume informações publicadas pela imprensa e não substitui a orientação de autoridades ou de um advogado.

Fonte original

Diário de Justiça

diariodejustica.com.br

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Perguntas frequentes

Não. O INSS não manda pessoas cobrarem taxas na porta de casa por revisão ou entrega de documentos. Para qualquer assunto de benefício, use o aplicativo ou o site Meu INSS, digitado por você, ou ligue para a central 135.
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Quem escreveu

Equipe Saúde na Minha Vida

Redação do Saúde na Minha Vida

A equipe do Saúde na Minha Vida escreve para filhos, netos e cuidadores de idosos. Cada texto parte de fontes oficiais (Ministério da Saúde, OMS, sociedades médicas) e é escrito em português simples, com passo a passo e aviso claro de quando procurar um profissional.

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