Golpe do 14º salário do INSS: Caixa alerta aposentados
A Caixa alertou que não existe 14º salário para aposentados do INSS e que golpistas usam essa promessa para roubar dados. Veja como proteger seu pai ou sua mãe.
A Caixa Econômica Federal emitiu um alerta para aposentados do INSS sobre um golpe que promete um "14º salário" ou uma "folha extra de 13º salário". Segundo a matéria publicada em 3 de outubro de 2026, esse pagamento não existe: não há previsão do Governo Federal de pagar um 14º salário aos aposentados.
O recado central, repetido no alerta, é simples: o INSS nunca solicita informações pessoais ou bancárias por telefone ou mensagem. Quem pede esses dados em nome de um benefício extra é golpista, e quem mais perde é a pessoa idosa que acredita na boa notícia.
O que a Caixa alertou
De acordo com o alerta, os criminosos entram em contato por telefone, redes sociais, e-mails, aplicativos de mensagens e outros canais. A abordagem é sempre parecida: afirmam que o aposentado tem direito a um pagamento adicional e pedem dados pessoais para "conferência" e liberação do valor.
É esse pedido de "conferência" que abre a porta para o prejuízo. Com CPF, número do benefício, senha do aplicativo ou código recebido por mensagem, o golpista consegue acessar contas, pedir empréstimos em nome da vítima ou desviar o dinheiro da aposentadoria.
A matéria também esclarece de onde vem a história do 14º. Existe um projeto apresentado em 2020, que propunha um abono emergencial temporário para aposentados. Segundo a reportagem, ele está paralisado desde 2022, quando foi retirado da pauta da Câmara. Ou seja, o que existe é uma ideia parada no Congresso, não um pagamento aprovado.
Por que o golpe funciona com quem tem mais de 60 anos
Esse tipo de fraude se aproveita de três coisas ao mesmo tempo. A primeira é a esperança de um dinheiro extra, que quase todo mundo gostaria de receber. A segunda é a pressão de tempo: a mensagem costuma dizer que o valor será "perdido" ou "bloqueado" se a pessoa não responder logo. A terceira é a confiança em nomes conhecidos, como INSS e Caixa, que os golpistas usam sem autorização.
Quando a mensagem chega no WhatsApp com o logotipo do INSS, ou numa ligação de alguém que cita o nome completo e o CPF da pessoa, parece verdadeira. Os dados vazados de outros golpes e cadastros ajudam o criminoso a soar convincente. Por isso a regra não pode depender de a pessoa "perceber" a mentira na hora: ela precisa ser mais simples do que isso.
A regra mais segura para a família
A orientação que cabe em uma frase é esta: benefício de verdade não pede dado por mensagem nem por telefone. Se alguém pedir CPF, senha, código de confirmação ou um pagamento para "liberar" um valor, a resposta é encerrar a conversa.
- Não clique em links recebidos por mensagem ou e-mail que falem de benefício, 14º salário ou valor retido.
- Nunca informe senhas ou códigos recebidos por SMS ou aplicativo, nem para quem diz ser do banco ou do INSS.
- Para conferir qualquer coisa sobre o benefício, ligue para o 135 (a central do INSS) ou use o aplicativo oficial Meu INSS, digitando o endereço você mesmo.
- Desligue e ligue de volta para o número que está no cartão ou no aplicativo do banco, nunca para o número que apareceu na chamada.
- Conte para alguém da família antes de tomar qualquer decisão envolvendo dinheiro.
Avise o banco imediatamente pelo telefone que está no cartão, troque as senhas, registre um boletim de ocorrência e entre em contato com o INSS pelo 135. Quanto mais rápido, maior a chance de barrar uma operação indevida.
O que muda para a sua família
Notícias assim costumam circular no grupo da família antes de qualquer alerta oficial: alguém recebe a mensagem sobre o "14º" e encaminha para os pais ou os tios, achando que é uma informação útil. Vale combinar com os parentes mais velhos uma regra de casa: antes de clicar ou responder, perguntar a um filho ou neto.
Também ajuda dar um motivo claro. Em vez de dizer "isso é golpe", que pode soar como desconfiança, explique que o INSS não pede dado por telefone nem por mensagem e que, se houvesse um 14º, a notícia estaria nos canais oficiais e nos grandes jornais. Para quem quer se aprofundar, o guia golpes contra idosos: como evitar no celular reúne os padrões mais comuns e o que fazer depois do prejuízo.
Se o seu pai ou a sua mãe usa o WhatsApp sozinho, vale revisar as configurações do aparelho junto com ele. O passo a passo para ensinar o WhatsApp com paciência inclui como desconfiar de mensagens e links. E, em casos em que o celular atual é complicado demais, o guia de como escolher um celular simples para idoso ajuda a diminuir a chance de toques por engano em anúncios e links.
Onde conferir informações sobre benefícios
Para saber de verdade o que o INSS está pagando, o caminho é a página oficial do instituto, o aplicativo Meu INSS e a central 135. Regras e valores de benefícios mudam, e o texto sobre direitos do idoso, BPC, aposentadoria e plano de saúde explica como pedir cada benefício e onde consultar a informação atualizada.
Quando o assunto é dividir a responsabilidade de acompanhar essas mensagens e contas, a conversa em família faz diferença. O artigo sobre como dividir o cuidado dos pais entre irmãos sugere combinar quem vai ser o contato de confiança para conferir qualquer pedido de dinheiro ou de dados.
O que observar a seguir
Alertas desse tipo costumam se repetir sempre que há um assunto em evidência: 13º, restituição, prova de vida, descontos indevidos. A mudança de assunto não muda o método: o golpista pede dado, pressa e silêncio. Ensinar os três sinais de alerta (pedido de dados, pressa e "não conte a ninguém") protege contra a promessa da vez, seja ela qual for.
A reportagem lembra que o INSS nunca pede informações pessoais ou bancárias por telefone ou mensagem. Se uma mensagem sobre o 14º chegar ao seu celular ou ao de um parente, apague, bloqueie o número e, se quiser, compartilhe o alerta com a família.
Fonte original
TV Foco (UAI)
tvfoco.uai.com.br
Quem escreveu
Equipe Saúde na Minha Vida
Redação do Saúde na Minha Vida
A equipe do Saúde na Minha Vida escreve para filhos, netos e cuidadores de idosos. Cada texto parte de fontes oficiais (Ministério da Saúde, OMS, sociedades médicas) e é escrito em português simples, com passo a passo e aviso claro de quando procurar um profissional.