Saúde na Minha Vida

Suspeita de golpe do amor contra idoso de 74 anos é presa em MG

Polícia Civil prendeu em Januária (MG) uma mulher de 33 anos suspeita de golpe do amor contra idoso, com prejuízo de cerca de R$ 400 mil. Veja como a família age.

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu uma mulher de 33 anos suspeita de aplicar o chamado golpe do amor contra um idoso de 74 anos. A informação foi publicada em 22 de outubro de 2026 pela Radioagência Nacional, da Agência Brasil, em reportagem da Rádio Inconfidência. A prisão ocorreu na terça-feira, 20 de outubro, em Januária, no norte do estado.

Segundo a reportagem, a investigação aponta que a suspeita se aproximou da vítima e criou a expectativa de um relacionamento amoroso. Depois de ganhar a confiança do idoso, passou a obter diversos valores e vantagens econômicas. O prejuízo foi estimado em cerca de R$ 400 mil.

Em resumo

Uma mulher de 33 anos foi presa em Januária (MG), suspeita de golpe do amor contra um idoso de 74 anos, com prejuízo estimado em R$ 400 mil. A polícia apura se há outras vítimas. A mulher pode responder por estelionato qualificado.

O que a reportagem informa

De acordo com a Polícia Civil, citada na matéria, além da prisão foram cumpridos um mandado de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias. Para atender aos pedidos da suposta namorada, o idoso vendeu bens, contraiu dívidas no cartão de crédito e fez empréstimos em bancos e outras instituições financeiras.

As investigações indicam que outros idosos também podem ter sido vítimas. Documentos, registros de compras, depósitos e transferências apreendidos sugerem que a suspeita recebeu valores e bens pagos por outras pessoas. Depois de prestar depoimento, ela foi encaminhada ao sistema prisional e pode responder por estelionato qualificado. A polícia segue apurando a participação de outros envolvidos, a existência de mais vítimas e o total dos prejuízos.

A reportagem não traz orientações de prevenção ao público. As partes seguintes deste texto, a partir daqui, são análise própria do site, pensada para famílias que acompanham a vida financeira de pessoas idosas. Elas não vêm da reportagem nem da polícia.

Contexto: como esse tipo de golpe costuma funcionar

O nome "golpe do amor" vem do uso de uma relação afetiva, real ou fingida, como instrumento para obter dinheiro. O caso descrito pela reportagem mostra o desenho que costuma preocupar as famílias: primeiro vem a aproximação e a confiança, depois os pedidos, que crescem aos poucos. Quando o dinheiro da pessoa acaba, entram a venda de bens, o cartão de crédito e o empréstimo.

Esse ritmo lento é justamente o que torna a situação difícil de perceber de fora. Cada pedido, isolado, pode parecer pequeno ou plausível. O conjunto só aparece quando alguém olha o extrato, a fatura do cartão e as dívidas assumidas. Por isso, o que protege não é a desconfiança em relação aos sentimentos do idoso, e sim a transparência sobre o dinheiro dentro da família.

Vale lembrar que pessoas de qualquer idade podem ser alvo de golpes afetivos. O que muda, em muitos casos, é a solidão, o tempo livre e o acesso a bens acumulados ao longo da vida, que tornam a vítima mais atraente para quem quer lucrar. Nada disso diz que o idoso foi ingênuo: quem engana costuma ser treinado para isso.

O que muda para a sua família

O recado prático desta notícia é conversar antes que haja um problema. A seguir, algumas ideias que o site considera úteis, sem substituir a orientação da polícia, do banco ou de um advogado.

  • Converse sobre dinheiro sem acusar. Em vez de perguntar "quem é essa pessoa?", pergunte se há algo que a família possa ajudar a organizar. O guia sobre dinheiro do idoso, conta e cartão traz um caminho para essa conversa.
  • Combine um limite e um aviso. Muitos bancos permitem definir limites de Pix e de transferência. O guia de Pix para idoso mostra como configurar e conferir.
  • Atenção a empréstimos novos. Se aparecer um consignado ou um empréstimo que ninguém da família conhecia, vale conferir. O texto sobre consignado do INSS explica onde olhar.
  • Olhe a fatura do cartão e o extrato com regularidade. Uma planilha simples, como a do guia de gastos com o idoso, ajuda a enxergar mudanças bruscas.
  • Procuração e poderes. Antes de dar a alguém poderes sobre o dinheiro, entenda o que isso significa. O guia sobre procuração para idoso explica quando faz sentido e como funciona no cartório.

Também ajuda manter o idoso conectado a outras pessoas. Quem tem uma rede de contatos, visitas e atividades tem menos chance de depender de uma única relação para se sentir acompanhado. Veja ideias em videochamada com idoso e em rede de apoio do cuidador familiar.

Se a família suspeitar de golpe

Reúna extratos, faturas, conversas e comprovantes, avise o banco o quanto antes e registre um boletim de ocorrência. Quem se sentir ameaçado ou em situação de violência pode procurar o Disque 100, como explica o guia sobre como denunciar maus-tratos contra idoso. Cada caso exige orientação própria, e este texto não substitui o atendimento de quem pode ajudar.

Um cuidado ao conversar com o idoso

Quem foi enganado costuma sentir vergonha, e a vergonha faz muita gente esconder o problema. Se a família descobrir um caso assim, a conversa tende a funcionar melhor quando começa pelo acolhimento: o idoso não é culpado por ter confiado em alguém, e o dinheiro perdido não define o valor da pessoa. Pressão, ironia e bronca costumam fechar a porta.

Também vale evitar decisões apressadas, como tirar o controle de todas as contas de uma vez. A autonomia faz parte da dignidade da pessoa idosa, e o caminho costuma ser combinar regras junto com ela. O guia sobre golpes contra idosos no celular traz outros sinais de alerta para conversar em casa.

Outros casos recentes no site

Esta não é a primeira notícia de golpe contra idosos aqui. Em outras semanas, o site registrou o golpe do falso curso de celular e o alerta da Caixa sobre o golpe do 14º salário do INSS. O método muda, mas a proteção costuma ser parecida: conversar, conferir e não decidir sob pressão.

O que observar a seguir

Segundo a reportagem, a polícia ainda apura se há outros envolvidos, se existem outras vítimas e qual é o total dos prejuízos. A mulher pode responder por estelionato qualificado, mas o caso ainda está em investigação. O site não afirma nada além do que foi divulgado, e o resultado do processo só se conhece pelas decisões da Justiça.

Para a família, a pergunta útil é simples: quem, além do idoso, enxerga o extrato do banco e a fatura do cartão? Se a resposta for "ninguém", vale começar a conversa ainda esta semana.

Fonte original

Agência Brasil (Radioagência Nacional)

agenciabrasil.ebc.com.br

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Foto de Equipe Saúde na Minha Vida

Quem escreveu

Equipe Saúde na Minha Vida

Redação do Saúde na Minha Vida

A equipe do Saúde na Minha Vida escreve para filhos, netos e cuidadores de idosos. Cada texto parte de fontes oficiais (Ministério da Saúde, OMS, sociedades médicas) e é escrito em português simples, com passo a passo e aviso claro de quando procurar um profissional.

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