Saúde na Minha Vida
Notícia

Idoso de 82 anos perde R$ 11 mil em golpe do falso curso de celular

Em Jundiaí, um idoso procurou um curso online de celular, clicou em um link falso e teve o reconhecimento facial usado pelos golpistas. Veja como evitar.

Um homem de 82 anos perdeu cerca de R$ 11,5 mil em um golpe aplicado em Jundiaí, no interior de São Paulo. Segundo o JR – Jornal da Região, em reportagem de 5 de outubro de 2026, ele procurava uma escola para fazer um curso online sobre o uso de celulares e da internet quando clicou em um link que parecia verdadeiro, mas era falso.

O detalhe que chama a atenção é o caminho do golpe: a vítima buscava justamente aprender a usar a tecnologia, e foi nesse ponto que os criminosos agiram. Para quem tem um pai, uma mãe ou um avô começando a usar o celular, o caso é um alerta sobre um tipo de golpe que explora a vontade de aprender.

O que aconteceu em Jundiaí

De acordo com a reportagem, depois do clique no link falso, o idoso recebeu o pedido de um reconhecimento facial, apresentado como parte da inscrição no curso. A partir daí, ainda conforme o relato publicado, os golpistas tiveram acesso ao celular da vítima e fizeram transações remotamente, sem a autorização dele.

Os valores citados são de R$ 6.991,00 retirados da conta bancária e R$ 4.515,71 da poupança, somando R$ 11.506,71. A reportagem descreve, entre as operações, um Pix de R$ 999,00 para uma empresa de jogos e seis pagamentos de boletos com valores entre R$ 997,00 e R$ 1.000,00. O caso foi registrado em boletim de ocorrência como estelionato contra maior de 70 anos.

Por que o reconhecimento facial vira porta de entrada

Muita gente associa a verificação do rosto a uma proteção. No relato do caso, o pedido de reconhecimento facial veio logo antes de os golpistas passarem a ter acesso ao celular. O ponto prático para a família é que nenhum curso, escola ou site de inscrição precisa de acesso ao celular da pessoa para matricular alguém, e nenhum deles deveria pedir que você autorize algo no aparelho para "validar" a inscrição.

O mesmo vale para links recebidos por mensagem ou encontrados em anúncios. Um endereço pode ter aparência convincente e levar a uma página copiada. Quando a página pede foto do rosto, dados do cartão, senhas ou a instalação de algum aplicativo, o melhor é parar e perguntar a alguém de confiança antes de continuar.

Sinais de alerta para ensinar em casa

Em vez de uma lista longa, vale ensinar três sinais fáceis de lembrar. Se qualquer um aparecer, a pessoa deve parar:

  • Um site ou mensagem pede foto do rosto, documento ou "validação" para algo simples, como uma matrícula.
  • Há pressa: "vagas acabando", "só hoje" ou "sua inscrição será cancelada".
  • O link chegou por mensagem, anúncio ou pesquisa, e a pessoa não digitou o endereço do site que conhece.

Se a pessoa já clicou, o próximo passo é não continuar. Feche a página, não envie foto nem dados e peça ajuda. Se algo já foi enviado, avise o banco imediatamente pelo telefone que está no cartão ou no aplicativo oficial, registre um boletim de ocorrência e troque as senhas, de preferência a partir de outro aparelho.

Se o dinheiro já saiu

Ligue para o banco pelo número do cartão ou do aplicativo oficial, conte exatamente o que aconteceu e peça o bloqueio de novas operações. Registre o boletim de ocorrência o quanto antes e guarde os comprovantes das transações. Quanto mais rápido o aviso, maior a chance de o banco conseguir barrar movimentações.

O que muda para a sua família

O caso mostra um risco que se repete: quem está aprendendo costuma clicar com mais confiança em qualquer coisa que prometa ajuda. Por isso, a melhor proteção não é desencorajar o aprendizado, e sim organizá-lo. Combine com seu pai ou sua mãe que, antes de se inscrever em qualquer curso online, ele ou ela mostra o link para alguém da família.

Para ensinar do jeito certo, o passo a passo para ensinar o WhatsApp com paciência mostra como fazer isso uma coisa de cada vez, sem tomar o celular da mão da pessoa. Já o guia de como escolher um celular simples para idoso ajuda a reduzir a chance de toques por engano em anúncios e links.

Se quiser um panorama dos golpes mais comuns e do que fazer depois de cair em um, o guia sobre golpes contra idosos no celular reúne os padrões e as medidas de proteção do aparelho. E, se a família ainda não conversou sobre quem será o contato de confiança para conferir pedidos de dinheiro e de dados, o texto sobre dividir o cuidado dos pais entre irmãos ajuda a organizar essa conversa.

Um padrão que se repete

Esse caso lembra outro alerta recente sobre aposentados, o do falso 14º salário. Em outra notícia do site, a promessa era um dinheiro extra que não existe. Aqui, a isca é um curso de que a pessoa realmente precisava. A embalagem muda, mas o método continua o mesmo: um link, um pedido de dado ou de acesso, e a decisão tomada com pressa.

Por isso, a regra que serve para todos os golpes é simples: antes de clicar, enviar foto ou dar qualquer acesso ao celular, perguntar. Combinar isso em família, de forma tranquila e sem tom de cobrança, é a medida que mais protege e que não depende de nenhum aplicativo especial.

O que observar a seguir

A reportagem não traz orientações da polícia nem informa se os suspeitos foram identificados, então o desfecho do caso ainda não é conhecido. O que se pode fazer agora, sem esperar, é revisar com a família quais cursos, aplicativos e links a pessoa idosa costuma usar e conversar sobre o que fazer quando um site pedir foto do rosto ou acesso ao aparelho.

Fonte original

JR – Jornal da Região

jr.jor.br

Ler na fonte original
Foto de Equipe Saúde na Minha Vida

Quem escreveu

Equipe Saúde na Minha Vida

Redação do Saúde na Minha Vida

A equipe do Saúde na Minha Vida escreve para filhos, netos e cuidadores de idosos. Cada texto parte de fontes oficiais (Ministério da Saúde, OMS, sociedades médicas) e é escrito em português simples, com passo a passo e aviso claro de quando procurar um profissional.

Últimas

Mais notícias

Todas as notícias →