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Funcionária de banco é presa no Pará por desvio de R$ 189 mil de idosos

A Polícia Civil do Pará prendeu uma funcionária afastada de banco suspeita de desviar R$ 189 mil de dois idosos em Novo Progresso. Veja o que fazer.

A Polícia Civil do Pará deflagrou na manhã desta sexta-feira (30) a Operação Rastro Oculto, que levou à prisão preventiva de uma funcionária do Banco da Amazônia (BASA) investigada por desviar dinheiro de clientes idosos em Novo Progresso, no sudoeste do estado. Segundo a reportagem do Plantão 24horas News, de 30 de outubro, a prisão ocorreu por volta das 6h30, no cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. A investigação é da Delegacia de Polícia Civil de Novo Progresso.

Os valores somados chegam a R$ 188.927,66 em duas vítimas identificadas até agora, e a polícia apura se há outras. A Gazeta Carajás confirma a prisão e o desvio de cerca de R$ 189 mil. Os dois veículos divergem num detalhe: o Plantão 24horas News fala em "funcionária" do banco e a Gazeta Carajás em "ex-funcionária", mas ambos dizem que ela foi afastada das atividades bancárias. Por isso, neste texto, usamos "funcionária afastada". Ela é apenas suspeita: a prisão preventiva tem natureza cautelar e não representa condenação. Não citamos o nome dela nem o das vítimas.

O que a polícia apurou

De acordo com o Plantão 24horas News, tudo começou com a denúncia de um idoso que percebeu movimentações não autorizadas em sua conta, com prejuízo de R$ 138.977,66. Segundo a polícia, a suspeita teria se aproveitado da relação de confiança com o cliente para cadastrar o aplicativo bancário dele em um celular próprio. A partir daí, teria feito sucessivas transações sem autorização.

A investigação analisou movimentações bancárias, imagens de câmeras de segurança e levantamentos de inteligência. Os investigadores encontraram indícios de que parte do dinheiro foi usada em compras pessoais, entre elas um celular de alto valor, avaliado em R$ 9.890 e comprado em Novo Progresso, e em viagens.

Com autorização da Justiça para a quebra de sigilo bancário e telemático, a polícia identificou um segundo idoso, com prejuízo de R$ 49.950. Somados os dois casos, o total chega a R$ 188.927,66. A polícia também investiga movimentações elevadas que podem indicar outras vítimas e um prejuízo maior.

Depois de saber da investigação e do afastamento das atividades bancárias, a investigada deixou Novo Progresso e circulou por vários lugares. Segundo a polícia, ela foi monitorada em Belém, Guarulhos e Sinop, até ser localizada na tarde de quinta-feira (29) em área rural de Castelo dos Sonhos, distrito de Altamira (PA). A prisão foi feita em Novo Progresso, de modo a cumprir os mandados de busca ao mesmo tempo.

Em tese, ela é suspeita de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, lavagem de dinheiro e estelionato, possivelmente de forma continuada. A polícia informou que a investigação continua para identificar a extensão do esquema, rastrear os recursos e esclarecer a possível participação de outras pessoas. As fontes não acusam o banco de nada.

Importante

Todas as informações acima vêm da polícia e da imprensa. A funcionária afastada é suspeita, e a investigação segue em andamento. Cabe à Justiça decidir se houve crime.

Por que a confiança em quem atende pode virar porta de entrada

Este caso é diferente do golpe clássico por telefone ou mensagem. Nele, segundo a polícia, a pessoa suspeita teria acesso legítimo ao relacionamento com o cliente, e é essa proximidade que facilita o problema. Idosos costumam ter um atendente de confiança, que conhece o nome da família, resolve pendências e a quem entregam o celular "só para dar uma olhada". Nessa situação, a pessoa não precisa enganar ninguém com um site falso: basta a confiança já existente.

O detalhe mais importante da apuração é o aplicativo do banco cadastrado em outro aparelho. Hoje, o app é a chave da conta: com ele instalado e liberado em um celular, é possível ver saldo, fazer Pix e movimentar dinheiro. Se o titular não sabe que existe um segundo aparelho ligado à conta, ele só percebe quando o saldo some. Isso vale para qualquer pessoa, mas pesa mais para quem usa pouco o aplicativo e confere o extrato raramente.

Também vale separar os dois tipos de risco. No golpe por telefone, o criminoso é um estranho que precisa convencer a vítima a passar dados. No desvio por quem tem acesso, o risco vem de dentro da relação de confiança, e por isso as defesas são outras: acompanhar a conta com regularidade e saber exatamente quais aparelhos estão conectados a ela. Para os golpes de fora, o guia sobre golpes contra idosos: como evitar no celular reúne os padrões mais comuns, e a notícia sobre a prisão em Canoas por empréstimos consignados no nome de idosos mostra outro caso em que o dano apareceu na conta da vítima.

O que muda para a sua família

Esta seção é análise nossa, não informação das reportagens. O caso não prova que bancos sejam inseguros nem que todo atendente seja suspeito, mas serve de lembrete para algumas rotinas simples que reduzem o risco.

  • Confira extrato e notificações com frequência. Uma olhada semanal, feita junto com o idoso, pega movimentações estranhas cedo.
  • Ative os alertas de transação. Receber um aviso a cada Pix ou compra faz diferença quando o dono da conta não está olhando o app.
  • Defina um limite para o Pix. Um teto mais baixo, principalmente à noite, limita o estrago se algo sair errado.
  • Ninguém cadastra o app da conta em celular que não é do titular. Nem amigo, nem parente, nem funcionário do banco. Se alguém propuser isso, a resposta é não.
  • Nunca entregue senha, token ou biometria. Banco de verdade não precisa disso para atender o cliente.
  • Veja os dispositivos conectados. Em muitos aplicativos há uma área chamada "dispositivos conectados" ou parecida, onde aparecem os aparelhos autorizados. Se houver um que a família não reconhece, é sinal de alerta. O caminho exato varia de banco para banco.
  • Combine quem acompanha a conta. Escolha uma pessoa da família, avise o idoso e diga a ela o que olhar e com que frequência. Quando cada irmão acha que o outro está vendo, ninguém vê.

Os ajustes de alerta, limite e acompanhamento estão no guia app do banco do idoso: alertas, limite do Pix e quem acompanha a conta. Para configurar o Pix com cuidado, veja Pix para idoso: como configurar e usar com segurança. E, para organizar quem paga o quê e quem ajuda com as contas, o texto dinheiro do idoso: como organizar conta, cartão e quem ajuda a pagar contas traz um caminho prático.

Se a família ver uma movimentação estranha

  1. Anote o que apareceu: data, valor e, se houver, o nome do destinatário. Tire foto ou print da tela.
  2. Fale com o banco pelo canal oficial, o telefone que está no cartão ou o atendimento dentro do aplicativo, e conte o que viu. Não use números enviados por mensagem.
  3. Registre um boletim de ocorrência na delegacia, levando os prints e os dados da conta.
  4. Guarde protocolos e comprovantes de cada contato.

É importante não prometer nada à família: a devolução de valores depende da análise de cada caso pelo banco e, se for o caso, pela Justiça. Quanto mais cedo o problema for comunicado, mais fácil costuma ser a apuração, mas não há garantia de resultado. Quem também tem descontos que não reconhece no benefício pode seguir o passo a passo de consignado do INSS: como conferir descontos e se proteger.

O que observar a seguir

O caso ainda está no começo. Segundo a polícia, a investigação continua para dimensionar o esquema, rastrear o dinheiro e esclarecer se outras pessoas participaram. Vale acompanhar três pontos nas próximas semanas: se novas vítimas forem identificadas e o valor total mudar; se a Justiça mantiver a prisão preventiva; e se a polícia ou as instituições envolvidas divulgarem mais informações sobre como as movimentações foram feitas.

Enquanto isso, a lição prática vale para qualquer família: a conta do idoso não deve depender de uma única pessoa de confiança, seja ela do banco ou da família. Acompanhamento regular, alertas ligados e aplicativo só no aparelho do titular formam uma proteção simples, que não custa nada e pode ser montada em uma tarde.

Fonte original

Plantão 24horas News

plantao24horasnews.com.br

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Perguntas frequentes

Não. Segundo as reportagens, ela foi presa preventivamente, medida cautelar que não representa condenação. Ela é suspeita, e a investigação segue em andamento.
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Quem escreveu

Equipe Saúde na Minha Vida

Redação do Saúde na Minha Vida

A equipe do Saúde na Minha Vida escreve para filhos, netos e cuidadores de idosos. Cada texto parte de fontes oficiais (Ministério da Saúde, OMS, sociedades médicas) e é escrito em português simples, com passo a passo e aviso claro de quando procurar um profissional.

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